Furacões
Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva. Quanto mais ar quente e úmido sobe, mais a temperatura diminui, o que favorece a condensação do vapor em gotas de chuva para formar as nuvens. Quanto mais umidade e calor existirem, mais evaporação irá ocorrer, o que poderia provocar o surgimento de várias centenas de tempestades.
Duas são as condições essenciais para a formação de um furacão. Em primeiro lugar, a evaporação de massa de água, além de ser suficiente, deve ocorrer acima dos oceanos, onde a temperatura varia entre 26,5º C e 27ºC. Esta última condição explica por que os furacões se formam sempre próximo dos trópicos. Aliás, é o calor liberado por ocasião da condensação do vapor d`água que dá ao furacão a sua potência. Em segundo lugar, a massa de tempestade deve situar-se ou se deslocar a 5º de latitude norte ou sul do equador, onde a força de Coriolis começa a ocorrer.
A força de Coriolis é um fenômeno produzido pela rotação da Terra ao redor de seu eixo. Esta força induz um movimento de rotação à massa tempestuosa, que começa a se enrolar sobre si mesma no sentido anti-horário no hemisfério norte e no sentido horário no hemisfério sul. À medida que se afasta do equador, a força de Coriolis é mais intensa, de modo que a rotação das massas tempestuosas será mais rápida e os ventos se tornarão mais rápidos.
Assim que o furacão toca o continente, ele encontra águas mais frias ao norte no hemisfério norte ou ao sul no hemisfério sul. O calor e a umidade necessários para a sua manutenção tornam-se insuficientes e começa o seu declínio. Além do mais, quando ele se desloca sobre o continente, o furacão perde rapidamente energia e velocidade em virtude de seu atrito com a superfície terrestre.
Se a trajetória do furacão o conduz para o equador, onde a força de Coriolis é nula, em conseqüência, além de perder a sua velocidade de rotação, ele se tornará uma mera massa tempestuosa. No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam à velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.
Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30km/h. O maior perigo é quando um furacão atinge a costa, após ter percorrido uma grande extensão sobre o mar: produz então a denominada maré de tempestade. Um montículo de água se forma sob o centro do furacão, onde a água se eleva por aspiração. Sobre o oceano, esse relevo semelhante a uma bossa e ligeiramente visível vai crescendo à medida que se aproxima da costa. Ao tocar a costa, a água invade as terras, provocando destruições indescritíveis. O tufão de Bangladesh, em 1970, causou a maior taxa de mortalidade; cerca de 300 mil pessoas submergiram em vagas inimagináveis. Recentemente, em 1992, o tufão Andrew, ao tocar a Flórida e a Louisiana, causou destruições avaliadas em quase 26 bilhões de dólares.
1. Os furacões surgem numa zona de baixa pressão atmosférica, onde o ar mais leve tende a subir. 2. Quando esse movimento ascendente acontece sobre um oceano tropical, a evaporação da água marinha faz com que as camadas mais baixas de atmosfera sejam ricas em vapor de água. A enorme quantidade de vapor d’água assim formada é transportada às mais elevadas e frias camadas da atmosfera.
3. Ao alcançar as camadas superiores, o vapor se condensa dando origem à água. Durante um processo, uma parte do calor existente no vapor é liberada na atmosfera, reaquecendo o ar em sua volta, que retorna à parte superior. À medida que a diferença de temperatura entre as camadas superficiais e superiores da atmosfera aumenta, maior será a possibilidade do ciclone se transformar num furacão.
4. Uma vez formado o furacão, ocorrem ventos horizontais na superfície, cada vez mais rápidos, provocados pelas massas de ar que se deslocam para ocupar o espaço deixado pelas massas de ar quente que sobem para as camadas superiores da atmosfera. Os furacões se classificam, segundo as velocidades do vento que reinam no seu interior, na escala Saffir-Simpson (criada em 1971 pelo engenheiro Herbert Saffir e pelo doutor Robert Simpson, especialista em furacões) em cinco categorias:
1 - Oceano Pacífico Norte Ocidental: Atividades de tempestade tropical nesta região freqüentemente afeta a China, Japão, a Filipinas, e Taiwan. Esta é sem dúvida a bacia mais ativa e responde por um terço da atividade de furacões no mundo. Organizações de meteorologia nacionais, como também o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) é responsável pelas previsões e advertências emitidas nesta bacia. 2 - Oceano Pacífico Norte Oriental: Esta é a segunda bacia mais ativa no mundo, e também é a mais densa (um grande número de tempestades para uma pequena área de oceano). Tempestades que formam nesta bacia podem afetar o México ocidental, Havaí e em ocasiões extremamente raras, Califórnia. O Central Pacific Hurricane Center é o responsável para prever a parte ocidental desta área, e o National Hurricane Center para a parte oriental. 3 - Oceano Pacífico Ocidental Sul: Atividades nesta região afetam a Austrália e Oceania em grande parte. A previsão e feita pela Austrália e Nova Guiné. 4 - Oceano Índico Norte: Esta bacia é dividida em duas áreas, a Baía de Bengal e o Mar Arábico, com a Baía de Bengal como dominante (5 a 6 vezes mais atividades). Furacões que formam nesta bacia são as que historicamente mais tiram vidas. O Ciclone de Bhola de 1970 matou 200,000. Nações afetadas por esta bacia incluem a Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Tailândia, Birmânia, e Paquistão, e todos estes países emitem previsões e advertências na região. Raramente, um furacão formado nesta bacia afetará a Península Árabe. 5 - Oceano Índico sudeste: Atividades nesta região afetam a Austrália e Indonésia, e é previsto por essas nações. 6 - Oceano Índico sudoeste: Esta bacia é o menos compreendido, devido a uma falta de dados históricos. Ciclones que formam aqui atingem Madagascar, Moçambique, Ilhas Maurício, e Quênia, e estas nações emitem previsões e advertências para a bacia. 7 - Bacia Atlântico norte: E o mais estudado de todas as bacias tropicais. O Atlântico Norte inclui o Oceano Atlântico, o Mar Caribenho, e o Golfo do México. Os Estados Unidos, México, América Central, as Ilhas Caribenhas e Canadá são afetados através de tempestades nesta bacia. Previsões para todas as tempestades são emitidas pelo National Hurricane Center em Miami, Flórida e no Centro de Furacão Canadense, em Halifax, Nova Escócia, Canadá. Furacões que golpeiam o México, América Central, e nações das Ilhas Caribenhas, freqüentemente causa danos imensos. Eles são mais mortais quando em águas mais morna, e os Estados Unidos podem evacuar melhor as pessoas das áreas ameaçadas do que muitas outras nações. Áreas de formações incomum Furacão Catarina. No Brasil foi considerado somente como uma tempestade tropical. São áreas raras de acontecer furacões: - Oceano Atlântico Meridional: Uma combinação de águas mais frescas, a falta de uma zona de convergência intertropical, e mudanças de vento fazem com que seja muito difícil para o Atlântico Meridional gerar um furacão. Porém, foram observados três furacões nesta região. Uma tempestade tropical fraca em 1991 na costa de África, furacão Catarina que aconteceu no litoral do estado de Santa Catarina no Brasil em 2004 e uma tempestade menor em janeiro de 2004, leste de Salvador, Brasil. É sabido que as tempestades de janeiro tem alcançado intensidade de tempestade tropical. - Pacífico Norte Central: Nesta região é comumente reqüentada por furacões que formam no Norte Oriental muito mais favorável na Bacia de Pacífico. - Mar Mediterrâneo: Tempestades que às vezes aparecem semelhante a furacões em estrutura, acontecem na bacia mediterrânea. Tais furacões formaram em setembro de 1947, setembro de 1969, janeiro de 1982, setembro de 1983, e janeiro de 1995. Há debate em se estas tempestades eram tropicais na sua natureza.
- Depressão: Todos os furacões giram ao redor de uma área de baixa pressão atmosférica perto da superfície da terra. As pressões registradas aos centros dos furacões estão entre as mais baixas e isso aconteça na superfície da Terra ao nível de mar. - Centro Morno: São características dos furacões e são determinados pelo lançamento de grandes quantidades de calor oculto na condensação com ar úmido levado acima e seu vapor de água sendo condensado. Este calor é distribuído verticalmente, ao redor do centro da tempestade. Assim, em qualquer altitude, o ambiente dentro do ciclone está mais morno que seus ambientes exteriores. - Centro Denso Nublado (CDO em inglês): É uma proteção densa de faixas de chuva e atividades de tempestades que cercam a parte central baixa. Furacões com CDO simétrico tendem a ser forte e bem desenvolvido. - Olho: Um forte furacão terá uma área de ar no centro da circulação. No olho normalmente está tranqüilo e livre de nuvens (porém, o mar pode ser extremamente violento). Na superfície é que estão as temperaturas mais frias e a níveis superiores mais O olho normalmente é em forma circular, e pode variar em tamanho de 8 km para 200 km (5 milhas para 125 milhas) em diâmetro. Em furacões mais fracos, o CDO cobre o centro de circulação e resulta em nenhum olho visível. - Olho D’água: É uma faixa circular de intensa transmissão de ventos que cercam o olho imediatamente. É às condições mais severas de um furacão - Fluxo Externo: Os níveis superiores de um furacão caracterizam ventos formados longe do centro da tempestade com uma rotação de inversa ao furacão. Ventos à superfície são fortemente ciclônicos, se enfraquecem com a altura, e eventualmente se invertem. É uma característica peculiar dos furacões. Um Furacão pode deixar de ter suas características tropicais de vários modos: - Movendo em cima da terra e falta de água morna, que é necessário para sua força, rapidamente perde seu poder. A maioria das tempestades fortes se dissipa em áreas de baixa pressão dentro de um dia ou dois. Porém, há uma chance de que eles possam se regenerar se conseguirem voltar em cima de água morna aberta. Se uma tempestade está em cima de montanhas, pode perder força rapidamente. Porém, esta é a causa de muitas fatalidades decorrente das tempestades, quando a tempestade está agonizando, ocorrem chuvas torrenciais, e em áreas montanhosas, podendo conduzir a avalanches mortais. - Permanecendo na mesma área do oceano por muito tempo, consumindo todo o calor disponível e dissipando-se. - Pode ser bastante fraco ser for consumido por outra área de baixa pressão, se tornando uma grande área de tempestade normal. - Entrar em águas mais frias. Isto necessariamente não significa a morte da tempestade, mas a tempestade perderá suas características tropicais. Estas tempestades são furacões extratropical. Até mesmo depois que seja dito que um furacão é extratropical ou é dissipado, ainda pode ter vento forte. O amadurecimento do furacão pode lançar calor acima de uma taxa de 6x1014 watts. Esta é duzentas vezes a taxa total de produção elétrica humana, e é equivalente a detonação de uma bomba nuclear de 10 megatons durante 20 minutos. Furacões no mar aberto causam grandes ondas, chuvas pesadas, e ventos altos que às vezes afundam navios. Porém, os efeitos mais devastadores de um furacão acontecem quando eles cruzam litorais e fazendo grandes precipitações de água. Ventos altos - Ventos com força de furacão podem danificar destruir veículos, edifícios, pontes, etc. Ventos fortes também projetam escombros soltos e fazem o ambiente ao ar livre muito perigoso. Onda de tempestade - Furacões causam um aumento do nível do mar que pode inundar comunidades litorâneas. Este é o pior efeito. Oitenta por cento das vítimas acontecem quando o furacão golpeia a orla. Chuva pesada - A atividade do temporal de um furacão causa intensa chuva. Rios transbordam, estradas ficam intransitáveis, e deslizamentos de terra podem acontecer. Efeitos secundários Freqüentemente, os efeitos secundários de um furacão são igualmente catastróficos. Eles incluem: Doença - O ambiente molhado do resultado de um furacão, combinando com a destruição de instalações de serviço de saúde pública e um clima tropical morno pode induzir epidemias de doença durante muito tempo depois da passagem do furacão. Dificuldades de locomoção - Furacões destroem freqüentemente pontes chaves, viadutos, e estradas e complicam os esforços para transportar comida, água limpa, e medicamento para as áreas necessitadas. Furacões Categoria 5. Os maiores da História. Alguns chegaram a tocar terra enquanto estavam na Categoria 5, como o caso do famoso Gilbert, no México, em 1988 que matou milhares de pessoas. O último grande furacão Categoria 5, Mitch, formou-se em outubro de 1998 e atingiu Honduras e Nicarágua com chuvas impressionantes, que causaram a morte de 10 mil pessoas devido às enchentes e deslizamentos, além de inundações costeiras.
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