Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em Alegrete na noite de 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de maio de 1994.
A
alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe. A
amizade é um amor que nunca morre. A
arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente,
disse eu? Mas como é difícil! A
poesia não se entrega a quem a define. A
preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não
tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda. Ah,
esses moralistas... Não há nada que empeste mais do que
um desinfetante! Mas
o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora. Autodidata
é um ignorante por conta própria. BILHETE DA
FELICIDADE DA
OBSERVAÇÃO DAS
UTOPIAS De
um autor inglês do saudoso século XIX: O verdadeiro gentleman
compra sempre três exemplares de cada livro: um para ler, outro
para guardar na estante e o último para dar de presente. Dizes
que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com
alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude
- mas que trabalheira! DO
AMOROSO ESQUECIMENTO DOS
MILAGRES E
um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam
apenas estudando a vidas dos insetos... Esquece
todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um. Esses
padres conhecem mais pecados do que a gente... Esses
que puxam conversa sobre se chove ou não chove - não poderão
ir para o Céu! Lá faz sempre bom tempo... Há
2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos,
que são os nossos chatos prediletos. Há
uns que morrem antes; outros depois. O que há de mais raro, em
tal assunto, é o defunto certo na hora exata. |